“Saudades! Sim... talvez... e porque não?...”
Indignada, a poetisa, no sonho alto e forte.
E também eu senti saudades, neste serão
Onde o teu silêncio foi ausência e morte
Saudades! Sim…Talvez… pois então
Se só em tua voz jaz fria minha sorte
E meu fado, meus olhos e meu coração
Sem que tua voz ou fado se importe
Onde estás? Neste noite silenciosa…
Noutros braços? Noutras afectividades?
Responde! Que morro em ansiedades
E és só silêncio de noites tenebrosas
E morro nas mortes frias dolorosas
Duma ausência tua… sem saudades…
Foto: Terry D. Lee