Não, não voltes a dizer “não”
Sabes que tanto me magoa
Escolhe outra palavra, então
Que diga talvez… “talvez”
Mas que não me doa…
Não, não voltes a calar-te
O teu silêncio nega a ilusão
De que vais dizer “ talvez”
Pelo menos uma vez
(Que dirá ”sim” no meu coração)
Não, não me vires as costas
Volta-te para mim e sorri
Será que não vês?
O quanto gosto de ti?
Que o teu não, em mim, dor se fez?
Aceita… aceita-me o calor,
Ainda que breve, da minha mão
Para que o teu “não” seja um “sim”
Ou um “talvez”… e não dor!
E o teu silêncio fale, com amor,
Das saudades que teve de mim.
Foto: Anita Andrzejewska